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Entende mais sobre esta doença que atinge mais de 20 milhões de brasileiros.

O que é asma?
Asma é uma doença comum das vias aéreas ou brônquios (tubos que levam o ar para dentro dos pulmões) causada por inflamação das vias aéreas. A asma causa os seguintes sintomas:
– falta de ar ou dificuldade para respirar
– sensação de aperto no peito ou peito pesado
– chio ou chiado no peito
– tosse
Esses sintomas variam durante o dia, podendo piorar à noite ou de madrugada e com as atividades físicas. Os sintomas também variam bastante ao longo do tempo. Às vezes desaparecendo sozinhos, mas a asma continua lá, uma vez que não tem cura.

Qual o impacto e a realidade da asma no Brasil?

A asma é uma das doenças crônicas mais comuns que afeta tanto crianças quanto adultos, sendo um problema mundial de saúde e acometendo cerca de 300 milhões de pessoas. Estima-se que no Brasil existam aproximadamente 20 milhões de asmáticos. A asma é uma causa importante de faltas escolares e no trabalho.
Segundo o DATASUS, o banco de dados do Sistema Único de Saúde, ocorrem no Brasil em média, 350.000 internações anualmente. A asma é a terceira ou quarta causa de hospitalizações pelo SUS (2,3% do total), conforme o grupo etário considerado.
Felizmente, com a melhor compreensão da doença por parte dos portadores e a distribuição de medicamentos para os pacientes asmáticos graves, vem-se observando uma queda no número de internações e mortes por asma no Brasil. Em uma década, o número de internações por asma no Brasil caiu 49%. Apesar disso, disponibilização de tratamento adequado aos asmáticos ainda é restrita em muitos estados do país, sendo que um percentual muito grande da nossa população encontra-se não tratada por completo.

Qual a causa da asma?

A causa exata da asma ainda não é conhecida, mas acredita-se que é causada por um conjunto de fatores: genéticos (história familiar de alergias respiratórias – asma ou rinite) e ambientais.

O que são gatilhos da asma?

São fatores que quando o asmático é exposto a eles podem piorar muito a asma ou fazer aparecer sintomas. Alguns gatilhos apenas pioram os sintomas, outros pioram também a inflamação dos brônquios. Os principais gatilhos da asma são:

ÁCAROS organismos microscópicos que se alimentam de descamação da pele humana, de pêlos de animais e também do mofo. Os ácaros habitam locais onde há acúmulo de poeira como: colchões e travesseiros, carpetes, bichos de pelúcia, estantes, papéis e até animais de pêlo. Os ácaros e seus excrementos pioram a asma por aumentar a inflamação dos brônquios.

FUNGOS micro-organismos que crescem a uma temperatura acima de 37ºC e umidade acima de 50%. Estes são encontrados no fim do verão e no outono, estações em que predominam ventos quentes. Casas escuras, úmidas e mal ventiladas são ideais para o crescimento dos fungos. Dentro das casas os fungos podem crescer no sistema de ar condicionado, paredes de banheiros, fendas de superfícies. Misturam-se com a poeira dos carpetes, colchas, livros e refrigeradores. Também pioram a asma por aumentar a inflamação dos brônquios.

PÓLENS são gatilhos comuns (flores, gramas, árvores) que predominam fora de casa sendo carregados pelo vento. A polinização se dá após uma chuva prolongada, seguida de um clima seco sendo comum na primavera. Os pólens também pioram a asma por aumentar a inflamação dos brônquios.

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO os pêlos de animais podem piorar a asma, mas o grau e a frequência da exposição é que determinarão os sintomas. Além dos pêlos, a descamação da pele do animal, a saliva, a urina e outros tipos de excreções podem ser gatilhos da asma e essas podem ficar no ambiente por até seis meses após a retirada do animal. Alguns animais são considerados capazes de provocar alergias mais do que outros, tais como gatos e cavalos.

FEZES DE BARATA exposição a fezes pode provocar sintomas de asma. Piora por aumento da inflamação dos brônquios.

INFECÇÕES VIRAIS algumas infecções virais são capazes de causar sintomas de asma ou de piorará-la e entre eles o vírus da gripe e do resfriado comum. Alguns asmáticos são mais sensíveis do que outros.

FUMAÇA DE CIGARRO a fumaça do cigarro é prejudicial aos asmáticos, mesmo se o doente não fumar. Asmáticos filhos de pais fumantes estão sujeitos a piora dos sintomas e da própria gravidade da asma. A fumaça do cigarro, além de aumentar os sintomas também pode aumentar a inflamação dos brônquios.

POLUIÇÃO AMBIENTAL a exposição à poluição do ambiente em geral e poluição do ambiente de trabalho também pode piorar a asma. EXPOSIÇÃO AO AR FRIO Ar muito frio e seco pode desencadear sintomas de asma por irritar os brônquios do asmático. Contudo, esse ar tem que ser muito frio, como o que ocorre nos invernos.

A asma tem cura? A asma não tem cura. Mesmo se você não tiver nenhum sintoma, a asma está presente. Embora não exista cura, existem tratamentos que melhoram muito os sintomas da asma e proporcionam o controle da doença. Assim, asmáticos tratados podem ter uma qualidade de vida igual a de qualquer pessoa saudável.

Como deve ser o tratamento da asma? Antes de falar sobre tratamento, é importante lembrar que a asma é uma doença variável. A asma varia de asmático para asmático e varia também ao longo do tempo em um mesmo indivíduo. Por isso, o tratamento da asma deve ser individualizado, isto é, o que serve para um asmático pode não ser o melhor tratamento para outro. Ou um mesmo tratamento pode ter sua dose modificada conforme a necessidade. Por isso, o tratamento da asma deve ser orientado pelo seu médico.

A maioria dos pacientes com asma é tratada com dois tipos de medicação: (1) medicação chamada controladora ou de manutenção que serve para prevenir o aparecimento dos sintomas e evitar as crises de asma e, (2) medicação de alívio ou de resgate que serve para aliviar os sintomas quando houver piora da asma.

As medicações controladoras reduzem a inflamação dos brônquios. As principais medicações controladoras são os corticoides inalados isolados ou em associação com uma droga broncodilatadora de ação prolongada. As medicações controladoras diminuem o risco de crises de asma e evitam a perda futura da capacidade respiratória. O uso correto da medicação controladora diminui muito ou até elimina a necessidade da medicação de alívio.

Como é a vida do asmático?

A maioria dos asmáticos pode ter uma vida normal, exatamente igual a de pessoas da mesma idade que são saudáveis e não tem asma. Além disso, a grande maioria dos asmáticos não precisa se privar de nada. Para tanto, basta apenas seguir algumas regras:
– evitar o contato com gatilhos como poeiras, fumaças do cigarro, pelo de animais, mofo, pólens, poluentes no trabalho etc.
– usar diariamente a medicação controladora
– consultar periodicamente seu médico
O que são bombinhas?

Bombinha é a maneira que as pessoas chamam todas as medicações inalatórias usadas no tratamento da asma. Esse nome vem dos primeiros dispositivos que surgiram e ainda existem. Na verdade, bombinha quer dizer o recipiente que é utilizado para armazenar os diferentes tipos de remédios (broncodilatadores e corticóides inalatórios). Hoje existem dispositivos com medicação na forma líquida (aerossol) e em pó. Uma mesma substância pode vir sob aerossol ou sob pó. Os médicos preferem usar o termo dispositivo porque retira a ideia de que o remédio é ruim (bomba). Também faz o paciente entender melhor que dispositivo é a maneira como o medicamento será aplicado, tipo comprimido ou supositório. Dentro dele pode vir qualquer tipo de tratamento para a asma.

As bombinhas viciam?

Não. Nunca. Essa é a ideia errada mais comum entre asmáticos. Imagine uma pessoa com meningite e febre de 40 graus centígrados. A pessoa usa um remédio para baixar a febre, como dipirona ou paracetamol. Depois de algumas horas, a febre volta a subir e o paciente usa outra vez o antitérmico. Se ele não for ao médico para tratar a meningite com antibióticos, ficará usando remédios para baixar a febre muitas vezes ao dia. Isso significa que ficou viciado em dipirona ou paracetamol? Não. Significa que usou um remédio que nunca serviu para tratar meningite. Só para melhorar a febre. O mesmo ocorre com os dispositivos que têm broncodilatadores de curta ação também chamados de medicação de resgate. O paciente ao invés de tratar a asma, fica usando apenas uma substância para aliviar a falta de ar. Como usa muitas vezes, parece que está viciado.

Além disso, o tratamento da asma deve ser contínuo, pois quando se pára com o tratamento a asma volta. O tratamento com medicações controladoras da asma também é inalado. Esses remédios não curam a asma mas controlam muito bem, assim como hipertensão arterial e diabetes. Se você tomasse um comprimido todo dia para controlar a pressão ou o açúcar, acharia que está viciado nesses remédios?

Fonte: http://sbpt.org.br
Resultados de Exames
Corpo e mente devem ser exercitados sempre. Aprenda o que pode ser feito na hora de praticar exercícios físicos sendo portador de Asma.

1) identificar os fatores desencadeantes da sua asma;
2) ter disponível o medicamento orientado pelo seu médico para uso antes do esforço, atividade física;
3) fazer aquecimento antes do exercício;
4) finalizar sua atividade com um exercício de relaxamento.
Identifique os fatores desencadeadores da asma induzida por exercício.

• Se o ar frio desencadeia sua asma, você pode tentar usar lenço ou máscara sobre o nariz e a boca para aquecer o ar. Tente respirar pelo nariz durante o exercício.

• Durante a primavera quando a quantidade de pólens está aumentada ou a precipitação de chuvas está muito baixa, tente evitar atividades ao ar livre.

• Normalmente os níveis de poluição do ar estão mais elevados na metade ou final do dia. Quando esses níveis estão elevados, você deve evitar atividades ao ar livre.

• Verifique as atualizações do Índice da Qualidade do Ar nos boletins meteorológicos no seu jornal local, televisão ou rádio.

• Medicamentos preventivos da asma induzida pelo esforço.

Fonte: http://sbpt.org.br/espaco-saude-respiratoria-asma-ats
A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu 16 novos remédios para o tratamento de câncer na Lista Modelo de Medicamentos Essenciais para Adultos (EML) e Crianças (eMLC). A sugestão veio de um grupo de 90 médicos de todo o mundo, incluindo brasileiros, que fez um estudo sobre os fármacos. Agora, são 46 os medicamentos considerados essenciais para o tratamento oncológico que devem ser distribuídos nos sistemas públicos de saúde de todo o mundo.

Entre os medicamentos sugeridos pela força-tarefa que já foram incorporados ao SUS estão o anticorpo monoclonal trastuzumabe e o inibidor de tirosina quinase imatinibe, para a leucemia mieloide crônica e o tumor gastrointestinal (GIST), muito eficazes contra o câncer de mama HER2 positivo.

Segundo o médico brasileiro Gilberto Lopes, do Centro Paulista de Oncologia do Grupo Oncoclínicas do Brasil e integrante do grupo, os medicamentos recomendados têm grande impacto na sobrevida e também para melhorar a qualidade de vida do paciente. Alguns desses medicamentos já eram vendidos como genéricos e outros eram de alto custo.

Uma das novidades deste ano é a inclusão de indicações explicando para que os remédios são considerados importantes. Um exemplo disso são os medicamentos para os pacientes com doença avançada. Algumas das drogas recomendadas já estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), mas algumas são restritas para tratamentos específicos.

Foi determinado que, no máximo, a cada dois anos a lista deve ser atualizada. A última revisão havia sido há mais de 10 anos.

Fonte: www.inca.gov.br